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NOTÍCIAS DA CONSTRUÇÃO

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,23% em fevereiro, ficando 1,31 ponto percentual abaixo da taxa de janeiro (1,54%), que foi impactada pela reoneração em 5 pontos percentuais da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, decorrente da lei 14.973. Os últimos doze meses foram para 6,71%, resultado semelhante ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025 o índice também foi 0,23%.

 

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em janeiro fechou em R$ 1.920,74, passou em fevereiro para R$ 1.925,08, sendo R$ 1.085,16 relativos aos materiais e R$ 839,92 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,36%, subindo tanto em relação a janeiro (0,27%), quanto a fevereiro do ano passado (0,29%), 0,09 e 0,07 pontos percentuais respectivamente. Já a mão de obra, com taxa de 0,06%, registrou desaceleração significativa, 3,16 pontos percentuais, quando comparada ao índice de janeiro (3,22%), decorrente da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, realizada no início do ano.     

 

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,34% em fevereiro, abaixo da taxa de variação de 0,63% observada no mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses pelo índice atingiu 5,83%,.

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção cresceu 0,5% em 2025, desacelerando consideravelmente na comparação com o aumento de 4,3% registrado em 2024. A diminuição do ritmo da atividade foi influenciada pelo declínio de 2,3% no quarto trimestre de 2025, em relação terceiro. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 3 de março.

A indústria da construção gerou 50.545 novos empregos em janeiro no país, uma variação de 1,72% em relação ao número de empregados no setor em dezembro. No acumulado de 12 meses até janeiro, o setor criou 97.333 vagas com carteira assinada (+3,36%). Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 3 de março.

Novamente puxado pela elevação dos custos da mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) aumentou 0,34% em fevereiro, uma desaceleração em relação aos 0,63% registrados em janeiro. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o aumento atingiu 5,83%. O indicador é apurado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), com base em informações de construtoras, apuradas em sete capitais do país.

 

O setor da construção brasileiro deve apresentar, em 2026, um desempenho superior ao registrado em 2025.  A expectativa é sustentada pela combinação de um conjunto de fatores: o início do ciclo de redução da taxa de juros, pelo orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS, novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida, a implementação do novo modelo de financiamento habitacional com recursos da poupança e os investimentos em infraestrutura.  

O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com resultados históricos, mesmo em um ambiente de crédito mais caro. Ao longo do ano, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um crescimento de 10,6% em relação a 2024, enquanto as vendas somaram 426.260 unidades, alta de 5,4%.  O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve papel central no desempenho do ano passado. O programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, consolidando-se como o principal motor do setor.

O setor de Construção Civil estima ter um crescimento de acima do PIB (Produto Interno Bruto) nacional neste ano, além de um desempenho superior ao registrado em 2025, segundo projeção da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgada na quarta-feira (11/02). A expectativa de crescimento em 2%, ante 1,6% do PIB brasileiro, é sustentada por diversos fatores, como o início da queda na taxa de juros, programas como o Reforma Casa Brasil, do governo federal, além de orçamento recorde para a habitação financiado pelo FGTS e dos investimentos em obras de infraestrutura.

Segundo a CBIC, mesmo com o mercado de trabalho em níveis historicamente favoráveis e a renda em alta, a construção civil atravessou 2025 sob forte pressão de juros elevados e custos crescentes de mão de obra e insumos. A Entidade vê o setor mantendo resiliência, mas operando em um ambiente econômico desafiador. Ainda assim, a entidade projeta um 2026 mais positivo, com crescimento estimado em 2%, apoiado em crédito e investimentos em infraestrutura.

Em 2026 o setor de construção civil será movido por tendências como a industrialização da construção, protagonismo da construção a seco, uso intensivo de tecnologia, sustentabilidade como padrão e foco em obras mais rápidas e previsíveis. 

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 1,54% em janeiro, ficando 1,03 ponto percentual acima, das taxas de dezembro de 2025 e de janeiro de 2025 (0,51%).  Desta forma, nos últimos doze meses foram para 6,71%, resultado acima dos 5,63% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em dezembro fechou em R$ 1.891,63, passou em janeiro para R$ 1.920,74, sendo R$ 1.081,31 relativos aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra. 

Puxado pela elevação dos custos da mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), com base em informações de construtoras, apuradas em sete capitais do país – Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo e Salvador – aumentou 0,63% em janeiro, uma aceleração em relação aos 0,21% registrados em dezembro. No acumulado de 12 meses até janeiro, o aumento atingiu 6,01%. O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,34% em janeiro, após alta de 0,13% no mês anterior.

Os custos que mais subiram em janeiro foram: condutores elétricos (5,16%) e salários de armador ou ferreiro (1,29%), encanador (1,20%), pedreiro (0,93%) e eletricista (0,92%). Os itens que mais reduziram no mês foram: conta de energia (-2,79%), aduela e alizar de madeira (-0,37%), concreto betuminoso usinado a quente (-0,18%), esquadrias de ferro (-0,12%) e tubos e conexões de PVC (-0,11%).

Preço dos imóveis no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado do ano passado foi a segunda maior da história do indicador, atrás apenas do avanço de 7,73% registrado em 2024.

O Custo médio do metro quadrado construído no Brasil subiu para R$ 9.611. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão do imóvel. Os apartamentos de um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.669/m²), enquanto as unidades com dois dormitórios registraram o menor valor (R$ 8.622/m²).

O preço médio das locações residenciais no Brasil encerrou 2025 com alta de 9,44%, segundo dados revelados hoje pelo Índice FipeZap, que analisa os preços em 36 das principais cidades do país. Apesar de figurar acima da inflação oficial, a variação anual foi a menor dos últimos quatro anos. Valor do aluguel no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado foi inferior à registrada em 2022 (+16,55%), 2023 (+16,16%) e 2024 (+13,5%). No entanto, a alta supera os resultados apurados pelo IPCA (+4,26%) e pelo IGP-M (-1,05%) no período. Os índices são utilizados como referência para a correção das locações no Brasil. Imóveis com três dormitórios apresentaram a maior valorização.

Já o Custo médio do aluguel subiu para R$ 50,98 por metro quadrado. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão dos imóveis. Enquanto as unidades de um dormitório foram as mais caras (R$ 68,37/m²), os preços mais baixos são identificados para os imóveis com três dormitórios (R$ 43,81/m²).

A indústria da construção fechou 104.077 empregos em dezembro no país, uma variação de -3,41% em relação ao número de empregados em novembro. Ainda assim, o saldo final entre admissões e demissões no setor resultou na abertura de mais 87.808 empregos em 2025 (+3,08%). Já o saldo entre admissões e demissões em todos os setores da atividade econômica no país resultou no fechamento de 618.163 postos de trabalho com carteira assinada em dezembro. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de janeiro.

Para analistas, o saldo negativo do emprego, de dezembro, é sazonal pois os trabalhadores pedem demissão para regressar a seus locais de origem, além de obras que vão sendo concluídas sem que novas se iniciem no mesmo ritmo.

A construção foi o terceiro setor da economia que mais fechou vagas em dezembro, atrás serviços (-280.810) e da indústria (-135.087), e na frente do comércio (-54.355) e da agropecuária (-43.836). Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram fechados 1.042 empregos em dezembro – variação de -0,50% em relação a novembro. No ano de 2025, o segmento gerou 6.874 vagas com carteira assinada (+3,43%).

O setor da construção civil vê com preocupação a possível alteração da escala de trabalho 6x1, conforme defendido pelo Ministério do Trabalho. Segundo Renato Correia, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a mudança precisa ser discutida com profundidade e de forma abrangente, pois impacta diretamente nos custos sem uma contrapartida imediata de produtividade. Para ele, em entrevista ao CNN Money, o setor emprega atualmente 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada e que qualquer alteração na carga horária sem ganhos de produtividade pode prejudicar todo o mercado. Ele entende que o tema precisa ser discutido com profundidade, com seriedade, para que a gente possa fazer um projeto de aumento de produtividade para o nosso país e, com base no aumento de produtividade, possa fazer aí sim uma redução no futuro de carga de trabalho.

Em 2025, foi registrado um aumento dos acidentes de trabalho em atividades de construção civil. No ano passado, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou 1.390 casos no setor. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram 1.689 mortes registradas, considerando os diferentes setores.

O setor da construção civil é um dos mais afetados. O frequente descumprimento das normas de segurança previstas tem sido um dos grandes causadores desse aumento. a adoção e o seguimento rigoroso das normas regulamentadoras ainda não é realizada na plenitude por todos os empregadores. Ocorre uma negligência por parte das empresas quanto à segurança do trabalho. Há uma tendência a optar por aquilo que é menos custoso, apesar de que, ao ocorrer um acidente, as despesas são consideravelmente maiores do que o valor que seria gasto nas medidas preventivas.

De acordo com os executivos da MRV&CO, Eduardo Fischer e Rafael Menin, existem boas oportunidades para o setor da construção civil com a sinalização de queda de juros pelo Banco Central. Segundo Fischer, a indústria de construção é muito atingida pela taxa básica de juros e a redução da Selic é “fundamental” para o setor. Segundo ele, essa é uma indústria que depende de crédito tanto para construir como para o cliente comprar.

O faturamento dos fabricantes de material de construção caiu 0,5% em 2025, de acordo com o índice Abramat, calculado pela consultoria Ecconit para a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção. O recuo registrado no faturamento foi o mesmo nos materiais de base e de acabamento.

A construção civil brasileira inicia 2026 com um desafio de eficiência. Com a projeção de que o mercado nacional de softwares BIM (Building Information Modeling) alcance US$ 22,8 bilhões até 2031, o setor acelera a adoção de ferramentas digitais para compensar a escassez de profissionais qualificados nos canteiros, problema que atinge a maioria das empresas da área atualmente. A estimativa, baseada no relatório Brazil BIM Software Market, da consultora Mobility Foresights, aponta um crescimento anual de 15,9% no uso das tecnologias BIM. O movimento indica uma transição para a construção industrializada, modelo em que parte da estrutura é fabricada fora do canteiro (off-site), exigindo maior precisão técnica e integração de dados entre projetistas e fabricantes.

O governo de São Paulo formaliza na quarta-feira (28/01) a assinatura do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do Túnel Santos-Guarujá. A construção ficará a cargo do grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão. Projeto prevê investimento de quase R$ 7 bilhões e atende uma demanda histórica da Baixada Santista. O túnel, com 870 metros de extensão sob o canal portuário, terá três faixas em cada sentido, além de passagem para pedestres, ciclistas e galeria de serviços. Obra terá 1,5 km de extensão. Serão 870 metros imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário, uma técnica já consagrada em países da Europa e da Ásia. Expectativa é que travessia entre Santos e Guarujá passe de uma hora para cerca de cinco minutos.

A primeira casa de alto padrão erguida por meio de tecnologia de impressão 3D em concreto está localizada no condomínio Ville Des Lacs, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O imóvel foi desenvolvido pela Cosmos 3D, empresa do Grupo Katz, em parceria com a LR Empreendimentos, e marca a aplicação inédita da tecnologia em um projeto residencial de alto nível no país. Com 196,76 metros quadrados, a casa teve sua estrutura impressa em apenas 11 dias. Em método convencional, uma obra desse porte levaria cerca de 18 meses para ser executada. Com a tecnologia 3D, o prazo total da construção foi reduzido para aproximadamente oito meses, uma diferença que, segundo Daniel Katz, CEO do Grupo Katz, altera de forma significativa a lógica econômica do setor. “A redução de prazo muda completamente a equação do investimento imobiliário. O capital deixa de ficar imobilizado por longos períodos, o risco diminui e o retorno acontece de forma muito mais rápida”, afirma.

O avanço tecnológico, as mudanças no comportamento de consumo e a pressão por maior eficiência têm levado empresas de todos os portes a repensar a forma como operam. Em 2026, esse movimento deve se intensificar, exigindo escolhas mais inteligentes e estratégicas. A busca por soluções que ampliem a produtividade, reduza desperdícios e fortaleçam a segurança no dia a dia das obras já é uma necessidade concreta diante de margens cada vez mais apertadas e prazos mais rigorosos.

Segundo estudiosos, em 2026 o setor de construção civil será movido por tendências como a industrialização da construção, protagonismo da construção a seco, uso intensivo de tecnologia, sustentabilidade como padrão e foco em obras mais rápidas e previsíveis. Além das 5 tendências, preveem: Desaparecerão os modelos construtivos artesanais; altamente dependentes de mão de obra intensiva, com elevados índices de desperdício e baixa previsibilidade de custos e prazos. Eles serão substituídos por processos mais industrializados, padronizados e escaláveis, um movimento que impacta diretamente a viabilidade, a rentabilidade e o risco dos empreendimentos imobiliários.

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