Construção
INFORME DA
NOTÍCIAS DA CONSTRUÇÃO
Puxado pela elevação dos custos da mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) aumentou 0,63% em janeiro, uma aceleração em relação aos 0,21% registrados em dezembro. No acumulado de 12 meses até janeiro, o aumento atingiu 6,01%, desaceleração na comparação ao acumulado imediatamente anterior até janeiro de 2025, quando o índice acumulava alta de 6,85%.
O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), com base em informações de construtoras, apuradas em sete capitais do país – Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo e Salvador – apresentaram aceleração em suas taxas de variação. A variação do índice de Mão de Obra foi de 1,03% em janeiro, marcando um avanço quando comparada aos 0,32% observados em dezembro. O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,34% em janeiro, após alta de 0,13% no mês anterior.
Os custos da construção civil subiram em janeiro. Os custos que mais subiram em janeiro foram: condutores elétricos (5,16%) e salários de armador ou ferreiro (1,29%), encanador (1,20%), pedreiro (0,93%) e eletricista (0,92%). Os itens que mais reduziram no mês foram: conta de energia (-2,79%), aduela e alizar de madeira (-0,37%), concreto betuminoso usinado a quente (-0,18%), esquadrias de ferro (-0,12%) e tubos e conexões de PVC (-0,11%).
Preço dos imóveis no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado do ano passado foi a segunda maior da história do indicador, atrás apenas do avanço de 7,73% registrado em 2024. A alta de 2025 também aparece 2,02% acima do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Resultado de dezembro mostra desaceleração do preço dos imóveis. A alta de 0,28% do indicador em dezembro corresponde a uma perda de ritmo na comparação com a variação de 0,58% registrada em novembro. A variação no último mês de 2025 também foi inferior ao registro de dezembro de 2024, quando os preços de venda residencial avançaram, em média, 0,66%.
O Custo médio do metro quadrado construído no Brasil subiu para R$ 9.611. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão do imóvel. Os apartamentos de um dormitório apresentaram o maior preço médio (R$ 11.669/m²), enquanto as unidades com dois dormitórios registraram o menor valor (R$ 8.622/m²).
O preço médio das locações residenciais no Brasil encerrou 2025 com alta de 9,44%, segundo dados revelados hoje pelo Índice FipeZap, que analisa os preços em 36 das principais cidades do país. Apesar de figurar acima da inflação oficial, a variação anual foi a menor dos últimos quatro anos. Valor do aluguel no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado foi inferior à registrada em 2022 (+16,55%), 2023 (+16,16%) e 2024 (+13,5%). No entanto, a alta supera os resultados apurados pelo IPCA (+4,26%) e pelo IGP-M (-1,05%) no período. Os índices são utilizados como referência para a correção das locações no Brasil. Imóveis com três dormitórios apresentaram a maior valorização. A alta de 10,19% no acumulado do ano passado segue na contramão das locações de imóveis com dois dormitórios (+9,19%), que registraram a menor variação apurada entre todos os modelos de imóveis residenciais pesquisados.
Já o Custo médio do aluguel subiu para R$ 50,98 por metro quadrado. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão dos imóveis. Enquanto as unidades de um dormitório foram as mais caras (R$ 68,37/m²), os preços mais baixos são identificados para os imóveis com três dormitórios (R$ 43,81/m²).
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 2,8 pontos em janeiro, para 94 pontos, maior nível desde março de 2025 (94,9 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cresceu 0,8 ponto. Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em informações de 720 empresas, coletadas entre os dias 5 e 23 deste mês. A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo ou confiança a partir de 100.